Primeiro dia de julgamento acaba após sete horas de duração

O primeiro a falar no julgamento do médico de Michael Jackson, Conrad Murray, o promotor David Walgreen sustenta que o cantor morreu por negligência, falta de preparo e conduta médica inapropriada durante o tempo em que cuidou do cantor. O julgamento começou nesta terça-feira (27) e deve prosseguir por mais cinco semanas.

Para mostrar que houve negligência, o promotor disse que, na noite da morte de Jackson, o médico passou muito tempo ocupado com ligações, e-mails e mensagens de texto passados entre 23h e 0h, enquanto deveria estar monitorando o cantor. A namorada do médico disse que, durante ligação feita às 11h51, Murray deixa de falar e é possível ouvir uma comoção ao fundo. No entanto, o serviço de emergência só foi acionado às 0h20.

O promotor também questiona o fato de Murray ter ligado primeiro para o assessor pessoal do cantor, Michael Williams, e para os seguranças da residência de Michael, em vez de ligar primeiro para o serviço de emergência; e o fato de o médico não mencionar que deu Propofol ao paciente nem para os paramédicos nem para a equipe do Hospital UCLA, para onde o cantor foi levado.

Walgreen disse que a quantidade do anestésico Propofol, dado ao cantor para que ele pudesse dormir, era similar à usada em cirurgias. O promotor afirmou também que o médico, que diz ser cardiologista, não tem especialidade definida nem era anestesista – o que não o qualificaria para dar tal medicação à Michael.

Como conduta médica inapropriada, o promotor cita o fato de Murray ter pedido ao segurança Alberto Alvarez que primeiro recolhesse do quarto todos os vidros de medicação usados e os guardasse numa bolsa, para só depois ligar para a emergência. Também é apontado o fato de a medicação Propofol exigir monitoração por aparelhos o tempo todo e aparelhos para ressuscitação – o que não havia, ou havia muito precariamente.

 

Defesa diz que vício matou cantor

Para o advogado de Conrad Murray, Ed Chernoff, Michael Jackson não veio a falecer por overdose do anestésico Propofol. Ele sustenta que, no dia em que o cantor morreu, tinha tomado uma dose pequena de 25 mlg, enquanto alguém com o peso de Michael poderia tomar até 100 mgl.

A defesa do médico diz que o vício do cantor em outro remédio, o Demerol, é que o fez desenvolver uma “inabilidade em dormir por dias”, e que Murray estava tentando ajudá-lo a deixar de usar o Propofol.

Ele explica que, três dias antes de Michael morrer, em 22 de junho, o cantor havia concordado em tentar parar de tomar o Propofol: nesse dia, Murray só lhe deu metade da dose que ele tomava normalmente. No dia seguinte (23), em vez de Propofol, Jackson recebeu Medazolin e Lorazopan e ficou acordado até as 10h da manhã, até que o médico lhe deu Propofol.

Sobre a acusação de que Murray teria abandonado Michael, o advogado diz que ele havia monitorado o cantor antes e que só deixou o quarto porque se sentiu seguro, uma vez que havia ministrado apenas 25 mlg – quantia menor da que era dada antes.

Fonte: brasil.mjnewsalerts

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